Dá um nó na garganta de lembrar dos assassinatos em Realengo...
O que pensar e o que dizer em uma hora dessas?
Acreditar que foi um caso isolado e raro talvez reforce a confiança de quem estuda e freqüenta nossas escolas mas não conforta o coração daqueles que perderam seus filhos e parentes nesse massacre...
Como entender o que se passava na cabeça de um ser humano (se é que podemos chamá-lo assim) capaz de uma barbárie dessas?
Da pra perdoar? Deus o perdoaria?
Talvez Deus em sua Onipotência mas eu não conseguiria...
Como recomeçar?
Como trazer de volta o sorriso no rosto de uma Mãe que perdeu seu filho a benção mais sagrada que Deus poderia ter lhe proporcionado?
Sito o nome de Deus pois sou temente a Ele e crente de sua Onipresença, mas como tentar explicar essa crueldade seguindo os preceitos religiosos?
A única felicidade (se é que mereça esse nome) foi ver o País inteiro comovido e revoltado com o acontecido...mostra que apesar das diferenças e dos inúmeros problemas na essência ainda somos Humanos e temos compaixão um para com os outros...esse é o espírito que renova as esperanças de um mundo melhor...
Espero que todo esse carinho expresso por todos que se comoveram chegue aos familiares das vitimas e de alguma forma as conforte dessa dor inimaginável...
**“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
É démodé mais pense nisso como um mantra...ame demasiadamente pois realmente pode não se ter um Amanhã!
É hora de darmos as mãos e seguirmos em frente em comunhão...
[LUTO]
* Aquele Abraço – Gilberto Gil
** Pais e Filhos – Legião Urbana
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